quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Sismo vai matar dezenas de milhares em Portugal

Especialistas alertam que edifícios não estão preparados, nem sequer os hospitais

 

 

 Vídeo: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/sismo-tsunami-portugal-mortos-tvi24-ultimas-noticias/1240878-4071.html

 

 Os maiores especialistas portugueses em sismos avisam que Portugal pode sofrer, a qualquer momento, um terramoto e um tsunami semelhantes aos que vimos no Japão e que vai matar dezenas de milhar de pessoas porque o país não está preparado. A Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica, num documento a que a TVI teve acesso, avisa que em Portugal nem sequer os hospitais estão preparados para um sismo.


Portugal sofreu em 1755 um terramoto de magnitude 8,5 a 9, semelhante ao do Japão. E é uma certeza científica que vai repetir-se a qualquer momento. «Pode ser amanhã, pode ser depois de amanhã. É errado pensar que só será em 2755», disse à TVI Maria Ana Viana Baptista, geofísica.

O Laboratório Nacional de Engenharia, em 2005, previu que o grande terramoto vai matar entre 17 mil e 27 mil pessoas, mas essa estimativa peca por defeito. O grande problema está na falta de resistência da maioria dos edifícios portugueses, ao contrário do que acontece no Japão, explica Mário Lopes, professor do Instituto Superior Técnico.

«Conhecendo a cidade de Lisboa, receio que possamos ter riscos acentuados em mais de 50 por cento dos edifícios da cidade», disse João Appleton, engenheiro civil.

Para o economista António Nogueira Leite, um sismo «teria um impacto na economia portuguesa equivalente a um ano de criação de riqueza».

As políticas de controlo da qualidade da construção e os planos de reabilitação urbana têm ignorado a maior ameaça que paira sobre a economia e a vida dos portugueses

O Algarve, o Litoral Alentejano e a grande Lisboa, serão gravemente afectados pelo sismo que pode acontecer a qualquer momento. Como no Japão, as zonas costeiras e as margens do Tejo vão voltar a sofrer o impacto mortífero de uma onda gigante.

Em Julho de 2010 todos os partidos votaram, por unanimidade, uma recomendação ao governo, para que se crie com urgência um plano nacional com vários pontos decisivos: redução da vulnerabilidade sísmica das infra-estruturas hospitalares, escolares, industriais, governamentais, de transportes, energia, património histórico e zonas históricas dos núcleos urbanos. A resolução recomendava ainda ao governo o reforço do controlo da qualidade dos edifícios novos e a obrigatoriedade de segurança estrutural anti-sísmica nos programas de reabilitação urbana.

Oito meses depois, o governo não fez nada: limitou-se a propor um modelo de seguros, para indemnizar os prejuízos materiais dos sismos. A Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica, num parecer enviado ao parlamento, reagiu com indignação: «A opção do governo é ineficiente, eticamente condenável porque não se preocupa com a salvaguarda da vida humana e contraria a resolução da Assembleia da República».

A verdade é esta: quando o sismo chegar, a Assembleia da República vai ficar de pé, porque recebeu obras de reforço anti-sísmico. Mas os principais hospitais de Lisboa, por exemplo, deverão colapsar.



Reflexão: esta notícia é uma aviso ao governo português que se mostra despreocupado com o facto de que pode acontecer um sismo a qualquer momento e muitos dos edifícios nao estão minimamente  preparados.

Fonte:http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/sismo-tsunami-portugal-mortos-tvi24-ultimas-noticias/1240878-4071.html

domingo, 13 de janeiro de 2013

Massa de rochas vulcânicas flutua à deriva no Oceano Pacífico

Massa rochosa não deverá afectar navios (Imagem: NZA)Massa rochosa não deverá afectar navios (Imagem: NZA)
A Marinha da Nova Zelândia anunciou que uma enorme massa de rochas vulcânicas flutua à deriva no Oceano Pacífico. A massa rochosa provém de um vulcão submarino e não deve constituir nenhum perigo para os navios, refere ainda.

Os investigadores defendem que o fenómeno não está relacionado com a intensificação da actividade vulcânica na superfície da Nova Zelândia esta semana. As rochas foram avistadas ontem por um avião militar a cerca de mil quilómetros da costa da Nova Zelândia, próximo à Ilha Raoul – uma área com aproximadamente a extensão da Bélgica – 463 quilómetros de comprimento e 55,5 de largura.
A recente erupção de cinzas do vulcão Tongariro, adormecido há mais de um século, perturbou seriamente o tráfego aéreo no país e não terá nada a ver com o sucedido. Dezenas de aviões ficaram em terra, embora os voos internacionais não tenham sido afectados.

O vulcão Tongariro, situado na região central da ilha do norte da Nova Zelândia, entrou em erupção na passada segunda-feira, lançou rochas a até um quilómetro de altura e espalhou cinzas acima dos seis mil metros.
 
 
Reflexão:Esta notícia mais uma vez fala sobre o que estamos a dar em geologia, que é precisamente o estudo de vulcôes e esta notícia fala sobre rochas vulcãnicas que flutuam no Oceano Pacífico.

A camada magnética protectora da Terra está a deteriorar-se

Um estudo recentemente publicado no «Journal of Geophysical Research» avançou que foram descobertas algumas brechas na camada magnética terrestre e estas permitem a entrada do vento solar – rajadas de plasma magnético.

A magnetosfera é a camada protectora da Terra e a primeira linha de defesa contra ventos solares e as falhas detectadas poderão interromper sinais de GPS e energia, segundo explicou Melvyn Goldstein, astrofísico do Centro de Voo Espacial Goddard (Nasa).

Já tinham sido encontradas fendas nas regiões próximas do Equador, onde o campo magnético terrestre é mais ou menos paralelo ao campo do vento solar.

A missão Cluster da Agência Espacial Europeia (ESA), que compreende quatro satélites junto ao campo magnético terrestre, compilou dados que mostram como o vento solar atravessa a área e os dados mostraram que redemoinhos gigantes (também conhecidos como ondas Kelvin-Helmholtz) de plasma que chegam à magnetopausa (região em torno da magnetosfera) são os factores que ajudam a penetração do vento solar.

Os estudos mostraram que a anomalia se forma quando o campo magnético das partículas emitidas pelo sol tinha uma orientação oposta à do campo magnético em determinado ponto da Terra.

Apesar de invisível, o planeta Terra está cercado por esta espécie de bolha magnética, criada pelos movimentos ocorrem na região dos núcleos da Terra e é fundamental para o proteger contra as partículas emitidas pelo sol. Aliás, sem a magnetosfera a vida na Terra seria praticamente impossível.
No entanto, os dados não sustentam teorias apocalípticas e reversões magnéticas polares já podem ter ocorrido nos últimos 3000 milhões de anos, mas não seguem um ciclo regular e a intensidade não é constante.
 
 
Reflexão: Esta notícia trata um dos assuntos que leccionámos recentemente em biologia, são provas de que se não tratarmos a Terra como ela merece mais tarde vamos sofrer devido á sub estimação do ambiente.